Saiba o que é a trombose venosa retiniana, quais os sintomas, causas e opções de tratamento. Conheça os fatores de risco e a importância do diagnóstico precoce.
Trombose Venosa Retiniana: o que saber?
A visão depende de um equilíbrio delicado entre as estruturas do olho e a circulação sanguínea que nutre a retina. Quando esse fluxo é comprometido, podem surgir problemas graves, como a trombose venosa retiniana, uma das doenças vasculares oculares mais comuns depois da retinopatia diabética.
Este problema resulta da obstrução de uma veia da retina, o que provoca acumulação de sangue e fluídos, afetando a visão. Pode ser parcial ou completa e, se não for tratado atempadamente, pode levar a complicações sérias, incluindo perda visual permanente.
Neste artigo, explicamos em detalhe o que é esta condição, quais os fatores de risco, sintomas, formas de diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis.
O que é a trombose venosa retiniana?
A trombose venosa retiniana é uma obstrução que ocorre numa veia da retina, impedindo a drenagem normal do sangue. Esta situação provoca um aumento da pressão nos capilares, causando hemorragias e edema (inchaço) da retina.
Existem dois tipos principais:
- Trombose da veia central da retina (TVCR): afeta a principal veia que drena o sangue da retina, com impacto mais severo na visão.
- Trombose das ramificações venosas (TRV): ocorre apenas em uma das ramificações da veia central e costuma ter um impacto mais localizado.
Quais são as causas e fatores de risco da trombose venosa retiniana?
A trombose venosa retiniana está frequentemente associada a doenças sistémicas que afetam a circulação sanguínea. Entre os principais fatores de risco encontram-se:
- Hipertensão arterial
- Diabetes mellitus
- Colesterol elevado (hiperlipidemia)
- Glaucoma
- Idade avançada
- Trombofilias e outras doenças que aumentam a coagulação do sangue
- Tabagismo
Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, é mais comum em indivíduos com mais de 50 anos e em pessoas com histórico de doenças cardiovasculares.
Quais são os sintomas de trombose venosa retiniana?
O sintoma mais comum da trombose venosa retiniana é a perda súbita ou progressiva da visão, geralmente num só olho. Esta perda pode variar de leve a grave, dependendo da extensão da obstrução.
Outros sintomas podem incluir:
- Visão turva ou distorcida
- Manchas escuras no campo visual (escotomas)
- Diminuição da sensibilidade à luz e às cores
É importante salientar que a dor ocular não é um sintoma habitual desta condição, o que pode atrasar a procura de ajuda médica.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é realizado por um oftalmologista através de exame clínico e exames complementares de imagem, como:
- Fundoscopia: permite observar hemorragias e edema na retina.
- Angiografia fluoresceínica: avalia a circulação sanguínea da retina.
- OCT (Tomografia de Coerência Óptica): analisa o edema macular associado.
Estes exames são fundamentais para determinar a gravidade da trombose e orientar o tratamento.
Quais são as opções de tratamento?
O tratamento da trombose venosa retiniana tem dois objetivos principais: controlar o edema macular e prevenir complicações, como o desenvolvimento de glaucoma neovascular.
As opções incluem:
- Injeções intraoculares de fármacos anti-VEGF: reduzem o edema macular e melhoram a visão em muitos casos.
- Corticosteroides intraoculares: também utilizados para reduzir o inchaço da retina.
- Laserterapia: indicada em alguns casos para prevenir a formação de vasos sanguíneos anómalos.
- Tratamento das doenças de base: controlar hipertensão, diabetes e colesterol é fundamental para reduzir o risco de recorrência.
Apesar dos avanços terapêuticos, a recuperação visual pode variar bastante, dependendo da extensão do dano inicial.
Existe prevenção para a trombose venosa retiniana?
Embora não seja possível evitar todos os casos, a prevenção passa sobretudo pelo controlo rigoroso das doenças cardiovasculares. Manter níveis adequados de pressão arterial, açúcar no sangue e colesterol, não fumar e realizar consultas oftalmológicas regulares são medidas essenciais para reduzir o risco de desenvolver a doença.
A trombose venosa retiniana é uma condição ocular grave que pode comprometer de forma significativa a visão se não for diagnosticada e tratada precocemente. Estar atento a alterações súbitas da visão e procurar um oftalmologista imediatamente pode fazer toda a diferença no prognóstico.
Na CliniAlba, acompanhamos de perto os pacientes com doenças vasculares da retina, oferecendo diagnóstico precoce e acesso a terapias modernas que ajudam a preservar a visão e a qualidade de vida.
Existe prevenção para a trombose venosa retiniana?
Embora o edema macular nem sempre possa ser completamente evitado, existem várias formas de reduzir significativamente o risco do seu aparecimento ou progressão.
A realização de consultas oftalmológicas regulares é uma das medidas mais importantes, sobretudo para pessoas com fatores de risco. Manter um bom controlo destas condições sistémicas, através de um estilo de vida saudável e do cumprimento rigoroso dos tratamentos médicos prescritos, é essencial para preservar a saúde dos vasos sanguíneos da retina.
Além disso, hábitos como não fumar e manter uma alimentação equilibrada contribuem para a saúde ocular a longo prazo. Em contexto cirúrgico, é importante seguir todas as indicações do oftalmologista antes e depois da intervenção, uma vez que o edema macular pode surgir como complicação em alguns procedimentos.
A vigilância ativa e os cuidados preventivos são fundamentais para reduzir a probabilidade de desenvolver esta condição e evitar perdas visuais significativas.
O edema macular é uma condição oftalmológica séria que pode afetar de forma significativa a qualidade da visão. Embora esteja frequentemente associado a outras doenças, como a diabetes ou inflamações intraoculares, a deteção precoce e o tratamento adequado oferecem boas hipóteses de controlo.
Na CliniAlba, contamos com uma equipa experiente e equipamentos de diagnóstico de última geração para avaliar, tratar e acompanhar casos de edema macular com segurança e precisão.
Se notar alterações na visão central ou tiver fatores de risco, agende uma consulta.

